Minha Jornada no LDP – Cosmar

O skate LDP surgiu em minha vida de forma inusitada. Em meados de 2014, minha cunhada e o marido queriam comprar um skate longboard e pediram a minha ajuda (ainda que eu mesmo não tivesse um). Ao final daquele mesmo ano eu já tinha dois skates de LDP em casa. Muita coisa aconteceu, a persistência trouxe a evolução e hoje pratico um esporte muito prazeroso, conheço praticantes de outros estados do Brasil e até do mundo e tenho tido momentos formidáveis, tudo por causa do skate.

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Para ajudar meus familiares a comprar skates longboard, comecei a procurar vídeos de pessoas surfando o asfalto (eu não conhecia o termo pumping) porque era a maneira mais divertida que eu já tinha andado nesse tipo de skate e, downhill estava completamente descartado. Dada a dificuldade de obter informações detalhadas, fomos até a Galeria River!  Depois dos skates comprados, naturalmente, fiquei curioso em “dar uma voltinha”. Pronto, surfar o asfalto passou a ser tudo o que eu passei a querer! Daí eu continuei a busca (aquilo me fascinou!) e descobri tanto a BossaBoards  quanto os vídeos do Yuri no youtube.  O retorno ao skate era algo improvável, eu já havia andado bastante na adolescência e início da vida adulta e sofrido várias contusões, inclusive. Mas não teve jeito, a paixão foi tanta, que basta dizer, eu nunca havia tido conta em rede social nenhuma e criei uma no facebook.

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Em agosto de 2014 meu pintail(??!) chegou. Isso mesmo, Bossa pin38, com duplo Paris 150mm (sem esférico e com pads da Bossa 7 na frente e -17 atrás, na época se usava ao contrário pois eram feitos para o Bennet e o Tracker RTS) e bushings Venom shr 80A na frente, bushings originais do Paris na traseira e rodas full bz 80A (com 1,70m e 70kg). Inocentemente, achava que, pelo fato de o Bennett exigir muitas modificações, estaria livre disso com o Paris. Mas a paixão era grande e foi suficiente pra vários rolés de 6, 8km. Pouco tempo passou e estive no 2º Mega Pump (minha primeira vez). Devo dizer que fui muito ajudado pelo Yuri – mesmo com o setup mais maluco e ousado pra época, que se considerava LDP. Não lembro exatamente em qual meio foi, mas dias antes tive uma troca de mensagens mais ou menos assim com o Yuri: “Então cara, vou aparecer lá. Meu setup é…”, disse eu. No que ele respondeu, meio desconfiado: “Pintail? Paris? Beleza, aparece lá”. Naquele dia conheci pessoalmente, dentre outros, o Yuri e o Denilson. Depois disso, em novembro (ainda em 2014), estreava meu Gbomb na ciclovia do Maracanã.

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Muitas experiências aconteceram, desde quedas fortes a rolés em grupos, passando por melhoria de peças e equipamentos. No Mega Pump 3 conheci bastante gente, foi muito alto astral e mantenho contato com a maioria das pessoas que compartilharam aquele momento. Além disso, o Yuri passou a registrar os passeios com a Go Pro e editar vídeos dos encontros. No Mega Pump 5 tive a oportunidade de andar junto com o Artur Maniero (ele estava na vanguarda – praticamente fez 2 passeios em 1, pois andava muito rápido; então ele ia e voltava o tempo todo pra andar junto da galera) e, na mesma época, o Felipe Scolfaro soltou o vídeo The surfy way. Esse foi meu ponto de virada, depois de rever inúmeras vezes os dois caras andando passei a prestar atenção ao movimento do corpo e ao comportamento do skate. No meu entender, a técnica permite divertir-se em qualquer skate, o setup dita o ritmo e a distância!

Por fim, sem querer abusar da (parca) audiência, encaminho o fim deste humilde relato com a satisfação de quem encontrou um esporte desafiador, que agrega pessoas e desafia particularmente cada um de seus praticantes – quer seja nos desafios do aplicativo Endomondo, nas Ultras pelo mundo ou nos Mega Pumps. Desde já meus agradecimentos a quem leu até aqui e a todos os membros do LDP-Rio, sem esse grupo nada disso seria possível. Bons rolés!

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